William Wills analisa avaliação da população em relação aos riscos climáticos

Parcela de brasileiros que nega risco das mudanças climáticas cresce_CBC_Folha S.Paulo

William Wills, nosso Diretor Técnico, foi entrevistado para a matéria exclusiva, publicada na Folha de S. Paulo, sobre um novo estudo que mostra o crescimento da parcela de brasileiros que negam os riscos relacionados às mudanças climáticas. O número que, no ano passado, era de 5%, cresceu para 9%. Os que veem riscos imediatos ou para as gerações futuras somam 88% da população.

Wills também avalia que o crescimento dos que negam os riscos das mudanças no clima é pequeno. Para ele, pode ser um reflexo da ausência de um grande evento climático extremo desde junho de 2024 no país. As enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, por exemplo, aconteceram de abril a maio do ano passado.

“Isso faz com que a percepção de risco imediato vá se apagando da memória das pessoas. Os governos precisam martelar continuamente a ideia de risco e cuidado. É preciso orientar a população para não se expor, para sair imediatamente ao ouvir uma sirene, para não construir na beira de rios”, afirma Wills. 

Pautas políticas, como a saída dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris, ou o preparo para a COP30, que acontecerá em Belém, em novembro, propiciam o aumento de notícias falsas sobre as consequências do aquecimento global.

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